Apesar de Cristo ser um só, existem cristãos e cristãos. De alguns deles eu me envergonho enormemente.
Este post serve para declarar publicamente que eu, batista de berço, discípula de Jesus por decisão, repudio a manifestação da Westboro Baptist Church.
Deus não odeia gays. É importante dizer isso.
A Bíblia declara que foi por amor a todos os seres humanos que Ele morreu na cruz por amor para oferecer vida nova e perdão de pecados. Isso serve para gays, para mim e até para os membros da WBC. Deus não faz distinção entre nós. Ele odeia pecados e não pecadores.
O manifesto é completamente agressivo, inescrupuloso e desrespeitoso com a família de Heath Ledger. Nada disso combina com Deus, Jesus Cristo ou a Bíblia.
Não tinha jeito pior de o diabo se aproveitar de um momento trágico para tentar afastar as pessoas de Deus. Espero o Senhor preserve os corações da família Ledger de uma repulsão contra o cristianismo (no sentido mais cru da palavra, que é o relacionamento com Jesus, e no sentido mais populare, de religião).
Tradução:
"A estrela de Brokeback Mountain - Heath Ledger - está morto.
WBC irá fazer piquete em seu funeral.
'Não deitarás com outro homem, como com mulher; isto é abominação' Levítico 18:22.
'Porque por essas coisas vem a ira de Deus sobre os filhos da desobediência' Efésios 5:6
Sim. WBC boicotará o funeral desse pervertido, em um protesto e aviso religioso: "Não se enganem, de Deus não se zomba" Gálatas 6:7. Heath Ledger achou que era muito engraçado desafiar o Deus Todo Poderoso e sua Palavra; a saber: Deus odeia Viados! E facilitadores de Viados! Portanto, Deus odeia aquele sórdido balde grudento de lodo temperado com vômito conhecido como 'Brokeback Mountain' - e Ele odeia todas as pessoas que tem qualquer coisa a ver com aquilo.
Heath Ledger está agora no Inferno, e começou a cumprir sua condenação eterna lá - além disso, nada mais relacionado a Heath Ledger é relevante ou importante.
"Peço também respeito para nossas famílias, para que possamos chorar e aceitar nossa perda com privacidade".
>Kim Ledger, pai do ator Heath Ledger, encontrado morto em seu apartamento na última terça-feira (23/01/08), sobre o
luto da família (grifo meu).
Ao abrir o UOL ontem à noite, antes de dormir, tomei um susto.
Heath Ledger morreu.
Junto com a surpresa, senti uma proximidade na morte dele, como se fosse a de um amigo assim, meio distante, desses
que a gente mal vê e de reprente alguém diz que faleceu. Me deu uma sensação ruim de que a vida é tão frágil..
Como toda menina que foi adolescente no fim dos anos 90, início dos 2000, nunca esquecerei de Heath cantando "You're
just too good to be true.. Can't take my eyes off of you..." para Julia Stilles em "10 coisas que odeio em você"
Separando Deus da Igreja: um longo desabafo inspirado por Yancey
Cheguei mais cedo ao trabalho, hoje. Meu pai ofereceu uma carona, mas ele tinha de chegar cedo ao escritório, então eu também cheguei antes.
Sabendo disso, trouxe um livro: "Alma Sobrevivente - Sou Cristão, Apesar da Igreja", de Philip Yancey, que a Pri Hairumi me emprestou ano passado e que, até agora, não tive tempo de ler.
Sentei numa mesinha de madeira da lanchonete aqui ao lado, pedi um café (a máquina de expresso da empresa está quebrada) e continuei a ler o capítulo de sobre Martin Luther King, que começara em 2007. Durante uma hora fiquei ali, sendo inspirada por um colega jornalista que comecei a admirar, principalmente pela argumentação inteligente, seja nas opiniões pessoais, nas confissões ou nos fatos.
Enquanto Yancey discorria sobre os pecados de sua igreja, que apoiou o segregacionismo racial ad época de King, e de si mesmo, que fez parte desse pensamento racista, fiquei aqui pensando na minha realidade.
Estou decepcionada com a minha igreja. Nos últimos dois anos, minha família passou por provações espirituais e emocionais que eu sequer imaginava e provei a amarga indiferença dos homens que vi pregar no púpito por tantos anos sobre o amor entre as pessoas a exemplo de Jesus Cristo. Líderes esses que lavaram as mãos diante de nossos pedidos de ajuda diretos e indiretos e tornaram vazios seus discursos dominicais aos quais assisti até pouco tempo.
Observei também hipocrisias entre verticais e horizontais entre líderes e membros da igreja - coisas que aconteceram por baixo dos panos, para as quais não se considerou necessário dar satisfação em público.
Sei que igrejas compostas por humanos é, por definição, uma igreja de pecadores, sujeita a falhas de caráter como qualquer outra instituição humana - se não mais.
Mas não é sobre pecados pessoais que estou falando. Do tipo que comprometem e constrangem um líder cristão diante da platéia. Não.
Além de uma atitude coletiva em torno da hipocrisia na membresia, falo de terríveis erros de liderança responsáveis pelo sentimento de orfandade que experimento há algum tempo e que está prestes a ser tratada como uma espécie de rebeldia.
Muitos amigos se afastaram da igreja e até do cristianismo por isso. Meu coração se entristece. Não só por eles, mas também por mim. Sou uma pessoa imperfeita, consciente disso. Assumo - nem que somente para mim mesma - as falhas de caráter em mim e suas implicações antes de apontar o dedo para a igreja onde cresci. Mas é fato que a liderança fraca, mais que todos os outros problemas da igreja, me afetou negativamente.
Me vejo diante de Deus perguntando o que está acontecendo e quem ele realmente é. O que ele realmente diz ou quer dizer e o que não passa de conveniência social. Lembro da minha irmã me dizer que tudo que nós passamos como família a ensinou uma coisa: onde Deus não está.
Tenho no meu coração a convicção de que, apesar de tudo, o Jesus que eu conheci ainda criança e sobre o qual estudei tantos anos na escola dominical é o mesmo, amoroso, bondoso e misericordioso. Creio que o maior interessado na minha fé é justamente o único capaz de sustentá-la a despeito das minhas decepções e da desesperança.
Uma interessantíssima frase do livro é: "Comecei a ver Deus mais como um médico que perscreve mudanças de atitude para o bem de minha saúde do que um juíz austero, que balança o dedo diante da minha teimosia". Acabo de começar o segundo capítulo e ainda tenho muitas páginas à frente. Mas algo me diz que esse será um dos melhores livros da minha vida.
Quem será que vai fazer um filme bacanão da vida da Britney Spears? A trajetória dela até aqui tem muitas marcas que refletem problemas da sociedade como um todo dos nossos dias. A busca pela fama, a sensualização exagerada, a decadência, o divórcio, a briga pelos filhos, os vícios, as reabilitações.
Pode rolar toda uma análise coletiva aí. Uma cena legal seria o episódio mais recente, do dia 3 de janeiro, em que ela foi hospitalizada à força quando se recusou a entregar os filhos para o funcionário do ex-marido, Kevin Federline, quando o período de visita dela terminou (ele é quem tem a guarda das crianças). As fotos da cantora na maca podiam ser encenadas pela atriz loira talentosa da época, que choraria depois da calorosa discussão de 3 horas com a polícia e desabafaria para alguma enfermeira, em um momento de sinceridade desesperada e desconsolada "eu só queria ver Sean Preston adormecer". A lágrima escorrendo no rosto iluminado pelas luzes da viatura combinaria com uma música melosa ao fundo.
Emocionantíssimo!